Estouro de embalagens: causas técnicas e prevenção via ensaio de arrebentamento

O arrebentamento, popularmente conhecido como “estouro”, é uma falha catastrófica na estrutura da embalagem. Quando uma caixa de papelão ou um saco multifolhado rompe sob pressão interna ou externa, o resultado imediato é a exposição do produto e a perda da integridade da carga.
Muitas vezes, essa falha ocorre em momentos críticos da cadeia logística, como durante o empilhamento ou transporte, surpreendendo a operação. No entanto, o “estouro” raramente é um acidente aleatório; ele é o resultado físico de um material que não suportou as tensões de uso. Entender as variáveis que levam ao rompimento é o primeiro passo para garantir a segurança no manuseio.
O que causa o arrebentamento da embalagem?
Do ponto de vista técnico, o “estouro” ocorre quando a resistência das fibras do material é superada pelas forças aplicadas. As principais causas raízes incluem:
- Especificação inadequada do material: O uso de matéria-prima com resistência ao arrebentamento ou gramatura inferior à exigida pela carga resulta em embalagens que colapsam sob pressão.
- Defeitos no processo de conversão: Falhas na colagem, vincagem excessiva ou problemas na laminação criam pontos de tensão concentrada, facilitando a ruptura.
- Sobrecarga e empilhamento: O peso excessivo ou um padrão de paletização incorreto geram forças de compressão que excedem a capacidade estrutural da caixa.
- Fatores ambientais: A umidade é um inimigo silencioso das embalagens celulósicas. A absorção de água enfraquece as ligações das fibras, reduzindo drasticamente a resistência ao arrebentamento.
Sinais de falha iminente
Antes do colapso total, a embalagem pode apresentar sinais de que está operando no limite de sua capacidade. Identificar esses sintomas é crucial para diagnósticos em campo:
- Rupturas ou fendas em arestas e pontos de maior tensão.
- Estufamento (bulging) das laterais da caixa.
- Deformação plástica visível antes do rompimento.
- Fragilidade estrutural ao manuseio.
Do diagnóstico reativo à prevenção técnica
Muitas empresas operam de forma reativa, detectando o problema apenas após a perda do produto no transporte ou no ponto de venda. A abordagem correta para a garantia da qualidade é a simulação das condições de uso em laboratório.
Para validar se uma embalagem suportará a logística, é necessário realizar ensaios físicos padronizados que quantifiquem sua resistência. O principal indicador para essa falha é a Resistência ao Arrebentamento (Bursting Strength), que mede a pressão máxima que o material suporta antes de romper.
Soluções Regmed para caracterização física
A Regmed oferece um portfólio completo para identificar fragilidades e validar a especificação da embalagem:
- Equipamento de Resistência ao Arrebentamento (Mullen Tester): Equipamento para determinar a resistência ao arrebentamento de papel, cartão e papelão ondulado.
- Equipamentos de Compressão: Para avaliar a integridade estrutural e a resistência da coluna de papelão ondulado ou da embalagem completa..
- Simuladores de Transporte: Equipamentos de vibração que reproduzem os esforços mecânicos sofridos pela carga em rodovias.
- Instrumentos auxiliares: Medidores de espessura (micrômetros) e de umidade, essenciais para controlar as variáveis que afetam a resistência do material.
Evitar o “estouro” de embalagens não é uma questão de reforçar materiais aleatoriamente, mas de conhecer os limites físicos do seu produto. A implementação de ensaios de resistência ao arrebentamento e compressão fornece dados concretos para que a engenharia de embalagens desenvolva soluções seguras, otimizadas e capazes de suportar os desafios reais da cadeia de distribuição.
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Não espere a falha ocorrer para agir, fale com os especialistas da Regmed e descubra qual equipamento de ensaio (Mullen ou Compressão) é o ideal para validar a resistência da sua carga.


