Calibração de equipamentos: por que a periodicidade é essencial para a qualidade?

No controle de qualidade, um número só tem valor se puder ser provado. A confiabilidade de qualquer ensaio físico depende de uma cadeia de medição válida, onde o equipamento utilizado compara a amostra com um padrão conhecido. Esse elo de confiança é estabelecido pela calibração.
Contudo, nenhum instrumento mantém suas características originais para sempre. O tempo, o uso e as condições ambientais afetam componentes sensíveis, levando a desvios naturais. Neste artigo, discutiremos por que a recalibração periódica é fundamental para neutralizar esses efeitos e garantir a integridade dos dados gerados pelo laboratório.
O fenômeno da “Deriva Instrumental”
Por que um equipamento que estava perfeito há um ano pode não estar hoje? A resposta técnica é a deriva instrumental. Células de carga, sensores óticos e componentes mecânicos sofrem alterações microscópicas devido ao desgaste natural, ciclos de carga e variações de temperatura.
Esse processo é lento e, muitas vezes, invisível ao operador. Sem uma comparação periódica com um padrão calibrado, o equipamento pode começar a entregar leituras que se afastam da realidade (erro de medição), sem que ninguém perceba. A recalibração serve justamente para quantificar esse erro e verificar se ele ainda está dentro das tolerâncias aceitáveis para o processo.
Os riscos técnicos da falta de calibração
Quando a periodicidade da calibração é negligenciada, o laboratório perde o controle sobre a incerteza de medição. Isso gera impactos diretos na operação:
- Perda de Rastreabilidade: Em auditorias baseadas na ISO/IEC 17025 ou normas específicas (como ISO, TAPPI, ABNT), um certificado de calibração vencido invalida tecnicamente os ensaios realizados naquele período.
- Inconsistência nos Dados: Resultados que flutuam ou se desviam do padrão real comprometem o histórico de qualidade e dificultam a análise estatística do processo.
- Retrabalho: A descoberta tardia de um equipamento descalibrado obriga a repetição de ensaios e a revisão de laudos emitidos, consumindo horas técnicas da equipe.
Por que o ciclo anual é o padrão da indústria?
Embora a frequência de calibração possa variar conforme a intensidade de uso, o intervalo de 6 à 12 meses é amplamente adotado como uma “boa prática de laboratório” por equilibrar dois fatores:
- Estabilidade metrológica: Para a maioria dos instrumentos de ensaio físico, 6 meses à um ano é um período seguro onde a probabilidade de o equipamento sair de especificação é controlada.
- Planejamento de manutenção: O ciclo semestral ou anual permite alinhar a calibração com as paradas para manutenção preventiva, otimizando a disponibilidade do equipamento.
A recalibração semestral ou anual funciona como um “marco zero”, renovando a validação do equipamento e garantindo que ele continue apto para uso.
O papel da Regmed na garantia metrológica
A calibração deve ser executada por quem conhece profundamente o equipamento e as normas envolvidas. No caso dos equipamentos Regmed, apenas o time técnico da própria Regmed possui capacitação completa para realizar a calibração de forma adequada, considerando não apenas o ajuste metrológico, mas também a integridade mecânica e eletrônica do sistema. Além disso, a Regmed é a única empresa autorizada no Brasil para a calibração de equipamentos das marcas Thwing-Albert, Techpap, IGT, Proceq (linha papel e embalagem), EMCO e IDM.
Manter a calibração em dia não é apenas cumprir prazos para auditorias. É a forma técnica de garantir que os resultados correspondam à realidade física da amostra, preservando a credibilidade do laboratório e sustentando decisões baseadas em medições confiáveis.
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